nenhum reclame de saudade

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chegou carta não. nenhuma nem conta de energia elétrica nem de loja de roupas nem do provedor de internet sem fio. chegou carta não. e duas voltas pra fechar a caixa de correspondência que fica no hall do prédio A. desço os oito degraus como quem pula amarelinha e olho a rua, a lua e o céu em nuvens pesadas de uma chuva que não pertence ao tempo.

nenhuma carta chegou e nenhuma confidência, nenhum reclame de saudade, nenhuma prestação da riachuelo, nenhum palavra e o girar da chave a trancafiar uma frustração de quem espera a linguagem.

meu corpo não pode estar, mas é.
nenhuma carta chegou, mas a saudade está.

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