seu mestre mandou

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vinham todos em minha direção, eram uns oito. umas com os cabelos caídos sobre os olhos, outros ainda uniformizados da escola, chinelinhos nos pés. seu mestre mandou a gente falar com uma pessoa desconhecida. pararam na minha frente. parei também. eles me olharam com cara de assustados, tão normal que é como as pessoas ficam diante do novo. eu sorri e meio sem jeito eles me perguntaram: seu mestre mandou a gente perguntar qual o seu nome. eu me chamo anna, respondi prontamente. eles riram e sairam todos correndo e rindo muito da aventura de conversar com uma pessoa estranha. continuei seguindo pela ruazinha estreita encravada entre duas grandes avenidas limítrofes no bairro damas. na beira da calçada, guilherme, o que ainda estava uniformizado sentencia: seu mestre mandou a gente ir logo prum lugar em que a gente se sente mais feliz no mundo! e correu para a porta verde com grades enferrujadas e ficou paralisado que nem a escultura do pensador. a pequena, somente de saia azul e cabelo cacheadinho na cintura, disse: a casa da tua avó é o melhor lugar do mundo, por acaso?! guilherme, sete anos, sorri e diz: o melhor lugar do mundo é aqui, onde minha as pessoas me amam!
meu coração badalou felicidade. e atravessei a rua machado de assis comendo o bico do pão carioquinha ainda quentinho.

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