envelhecidos de tanta década e badalo

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tanto que me pediu, mandou mensagem, me telefonou e antes que eu descesse os dois lances de escada, já afobada, já atrasada, já suando muito do calor dessa cidade; ela relembrou pela grade da varanda sobre a compra do jornal.

desci antes do destino, atravessei a praça onde tocam todos aqueles sinos, affemaria, aqueles sinos que me fazem perder o juízo, perder a concentração, ter passamento sobre/para/com ela; observei os objetos metálicos envelhecidos de tanta década e badalo, avistei o flamboyant vermelho e meu desmantelo interno antes de chegar na banca da dona fatinha e pedir a edição impressa das notícias dessa terça-feira. tudo tudo tudo pra chegar em casa, oito da noite, esbaforida, cansada da labuta, cheia de histórias e reclamações do tempo novo, e ela, com os olhos vidrados no seriado americano, me dizer: leio amanhã.

ela me disse que o dia seria azul. e foi.

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