retirando de cima de ti cada fragmento do que foi arremedo


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muito cautelosamente vou retirando a película que envolve a tua aura. penso em você nos momentos mais absurdos do dia e da noite, como se a vida inteira não pudesse nunca compreender essa absurda falta de encaixe dos territórios. os patos a me perseguir, os sinos a não tocar na hora exata, as gargalhadas nas horas mais descabidas, o desfilar de possibilidades bem na ponta dos nossos anseios.

eu te reconheceria somente pelo som da respiração. pela energia que vibra entre minha alma e a tua, eu sei, nem duvido. nesse fim de tarde, a observar nuvens e as constelações ainda inalcançáveis a olho nu. te relembro nua, não sem roupas, mas retirando de cima de ti cada fragmento do que foi arremedo das tentativas passadas, do que foi o capitular enredo da aprendizagem até esse nosso próximo enlace.

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