ensaio sobre o passarinho mas eu queria mesmo era fazer uma declaração de amor

em minha mão cabia apenas aquele filhote de passarinho e alguns poucos sonhos, aqueles dos quais não conseguia me desvencilhar nesses idos dos dias todos. em forma de concha, em minhas mãos todo o amor do mundo, felicidade libertada prestes a alçar vôo diurno, noturno, madrugada afora e aqui bem dentro o dia raiando como depois dos fogos de artifício do réveillon, como o dia mais esperado do tempo novo após as cidras todas e todos os abraços, os alvoroços e os beijos molhados repletos de entusiasmo.

deus dentro, me disse e eu só consegui reparar nos olhos brilhantes de quem carrega paixão. pensei no passarinho acolhido e aprisionado na mão, a forma de concha, o calor das linhas táteis da vida, destino, família, amor. teremos cinco filhos, tá escrito bem aqui, entre a minha mão e a tua.

nossas linhas se cruzaram outra vez, entre o destino e o aprendizado. consigo ler serenidade e bem querer, querer demasiado, querer intenso, querer a eternidade do hoje do amanhã dos dias todos, cabelos brancos e previdência social: eu sou o seu destino.

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