as garrafas d’água não se enchem sozinhas

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peça para sair da minha vida, peça.
mesmo sabendo que somos esse quebra-cabeças infindável porque as peças estão incompletas. as peças estão entre as brechas do sofá, esquecidas nos bolsos, embaixo do carpete da sala, ente os tacos dos quartos, sob as poeiras dos livros e encaixotadas no quarto das bagunças.
há muitos pedaços de nós nesse vento que circula esse lar. essa movimentação do ar ameniza o calor, sim, mas também deixa imunda essa casa. a casa é orgânica e é por isso mesmo que as garrafas d’água não se enchem sozinhas: tem vida própria e se pudessem falar diriam: não vou matar sua sede. eu as escuto falar nos tilintares que o vento as toca.
minha comunicação com você tem sempre uma interlocutora disposta.

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