que carrego no gentílico e no sotaque

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ontem descobri que nasci na jacarecanga e não na aldeota como acreditei todos esses trinta e dois anos de existência minha. isso muda muita coisa. ousaria dizer que muda tudo, mas tenho deixado de exercitar meu lado melodramática há algum tempinho. ter nascido nas vias da francisco sá, às margens dos casarios mais abastados da elite fortalezense dos idos anos 40 deve ter me carimbado esse quê de nostalgia sempre estampado em meus suspiros.
quando nasci, findavam os anos setenta e já era muito chique morar na aldeota. cresci me achando aldeótica, embora sempre destoasse de todo o luxo da aldeia. essa afirmação, feita por minha mãe assim como quem anuncia uma chuva vindoura, me fez repensar dezenas de outras coisas sobre lugar, não-lugar, pertencimento e sobre como vejo a cidade que sempre amei e que carrego no gentílico e no sotaque.

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