ilumina e esquenta tudo

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as vezes chove. as vezes chove muito. as vezes um abafado ou uma ventania. as vezes tudo muito de repente, outras vezes a gente fica esperando o desaguar do céu, já sabe e até reza para que venha calma, que esfrie, que lave, que mate a sede. outras tantas ficamos pedindo a esse mesmo céu que toda aquela água seja alegria e não prejudique ninguém.

hoje choveu uma chuva que parecia não ter fim sobre a minha cabeça. aos poucos o vento foi afastando-a e secando minhas roupas e minha pele. cada vez mais tenho menos medo dos trovões e já contemplo os raios entre o cinza das nuvens.

as vezes faz um sol enorme, que ilumina e esquenta tudo: alma, canto, reza, comida, asfalto e roupa no varal. as vezes o sol prejudica o olhar, mesmo iluminando tudo, os olhos encandeados não aprumam horizonte algum.

hoje fez um sol intenso dentro do meu peito. aos muitos, a inabalável fé nos tempos vindouros e no caminhar dos dias, ora alumiados, ora encharcados, a resplandecer a certeza de uma serenidade encontrada, tocada, sentida quando se alcança a sabedoria do muito me saber.

agora ouso banhar-me de chuva e de luz.

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