uma espécie de saudade ou de nostalgia, eu nunca sei a diferença

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parecia que ia dar tudo certo dessa vez, mas a pipa não alçou vôo. e era tão triste ver o rosto de decepção do menino, mãozinha apertando o carretel de linha dez olhando o céu e suas nuvens branquinhas. talvez seja a rabiola ou mesmo a capenguisse dos arranjos desses gravetos das folhas do pé de coqueiro-anão abandonado. é possível ainda que seja o fato do bichinho ter sido abandonado naquele jardim tão imenso, agora cheio de matos e ervas daninhas. havia um tempo em que uma moça muito bonita e de olhar fecundo me alertou: erva daninha tem o seu valor, é planta, é vida, é organicidade mas, é preciso replantarmos os amores-perfeitos. nem deu tempo de sentir uma espécie de saudade ou de nostalgia, eu nunca sei a diferença, e o menino passou correndo esquecido de sua pipa inoperante e seu carretel de linha dez. o tempo constrói suas próprias artimanhas.

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