da vista cansada que ainda alcança o invisível

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até pensei em fazer uma retrospectiva, como boa capricorniana que sou, mas não dessa vez. primeiro porque não tenho o adjetivo certo para qualificar o ano de 2011. segundo porque não entrei totalmente no ritmo de finalização de ciclos e, terceiro, resolvi mudar.

claro que minhas mudanças não são tomadas nos impulsos, em ímpetos de emoções ou rompantes coléricos. vem de tempo, gasta energia, me demanda uma ruminância grandiosa de guardados e não-ditos. mas tudo está aqui sentido.

não vou dizer do que passou, repito. prefiro compartilhar e – ainda – guardar o presente de hoje. meu avô e sua simplicidade em entender os dramas de sua família, a chateação em reclamar pela neta que vem de longe e só pensa em farras, da risada em ver o outro bisneto brincar sozinho, da satisfação em compartilhar alimento para tantos, de se queixar dos olhos, da vista cansada que ainda alcança o invisível, dessa plenitude em já ter vivido tanto e querer ainda mais, querer modestamente se apossar e dividir tudo o que a vida lhe deu.

feliz quase noventa e sete anos, vô.

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